A História por Trás do Prato
O carreteiro era a comida dos tropeiros gaúchos que conduziam o gado no século XVIII. Feito em panelas de ferro nas carroças, com charque (carne-seca) e arroz — ingredientes que não estragavam na longa viagem. Hoje é símbolo da culinária gaúcha e o encerramento perfeito de qualquer churrasco.
Preparando o Charque
Corte o charque em cubos de 2 cm. Coloque em água fria por 12 horas, trocando a água 3 vezes para dessalgar. Seque e frite em fogo alto sem óleo (a própria gordura do charque é suficiente) até dourar. Reserve. Alternativa: use sobras de carne assada do churrasco desfiada — resultado igualmente autêntico.
O Refogado Base
Na gordura que ficou na panela do charque: refogue 1 cebola grande picada até dourar, adicione 4 dentes de alho e refogue mais 2 minutos. Adicione o charque de volta, pimenta do reino e uma folha de louro. Misture bem para o charque absorver os sabores do refogado.
O Arroz
Adicione 2 xícaras de arroz cru e refogue por 2 minutos. Adicione 4 xícaras de água quente, misture, tampe e cozinhe em fogo baixo por 18 minutos. O arroz deve ficar soltinho — não empapado. Finalize com salsinha picada e sirva na própria panela de ferro, se tiver.
❓ Perguntas Frequentes
Pode, mas perde a identidade do prato. O charque ou carne seca assada é o que dá o sabor característico do carreteiro.
Panela de ferro é a tradicional. A textura da base levemente tostada que o ferro cria é parte do prato. Sem ferro, use qualquer panela pesada.
Sim. Com salada e farofa complementa perfeitamente. É tradição servir o carreteiro no final do churrasco quando as carnes acabaram.
